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quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Sem Rumo


Voando perdido no mundo das sensações, sem saber para onde ir, voo em círculos viciantes.

A negridão dos precipícios precipitam-se sobre mim, pássaro azul, que voa sem sentido. Mas invoco o meu poder mental, que me protege do medo e incita em mim a revolta contra o negro mal.
Não tenho ninguém que me salve da dor de perder, da incapacidade de pensar, de encontrar o caminho de volta.

Sem saber como uma luz vacilante brilha à minha frente, dando-me uma esperança à muito perdida e deixada para trás, num caminho incerto.

Voo para a luz vacilante e nela ponho todas as minhas esperanças, todas as minhas forças e todos os meus sentimentos.

Cada vez mais próximo dessa luz incessante, vejo-a a minguar e a perder a sua força brilhante, vou buscar forças das quais desconhecia existência e transmito-as a todo o meu ser.

A minha essência começa a brilhar e a minha velocidade aumenta, o corpo é impulsionado para a luz e no último instante atravesso a barreira do inconsciente e acordo para a verdadeira e não menos cruel realidade.

Procuro conforto juntamente com os meus amigos que são a minha força e sem saber eles salvam-me da louca loucura que de mim se apossava.

Se não fossem eles perdia-me para sempre, morreria para o mundo e a minha essência desapareceria para as mãos daqueles que me tentam controlar e manipular.

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