Páginas

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Voar sem regras

Voando sem regras, sem restrições, sermos livres no infindo céu azul.

Olharmos o horizonte e vislumbrarmos o sol brilhante e poderoso, vermos o seu fulgor e esplendor.

Ouvirmos as aves piando enquanto voam em círculos no mesmo céu em que eu voo.

O poder da libertação que eu vivo, o sentimento de vitória que eu sinto, o amor e a alegria que está em mim.

Fantasias enaltecedoras, momentos sublimes, de perfeita harmonia, paz profunda e recalcada no meu coração.

Penetro nas nuvens brancas e nos seus cobertores macios eu descanso, rebolo e brinco com pequenos tufos de algodão.

Fogo que arde em mim, consome o meu ser e a minha alma.

Abro, novamente, as asas do pensamento e voo, voo mais alto que o céu, almejando conquistar as estrelas.

Regresso ao meu verdadeiro eu, recolho as minhas asas e deito o meu corpo adormecido e descanso nas águas da imaginação.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Para quê querer morrer?

Mergulhar na escuridão da fria e insondável morte, querer fazer parte de um mundo que ainda não é o nosso.

Perder a nossa essência e fugir aos problemas, às consequências dos nossos actos.

Olhar as estrelas com um olhar vazio, apático, sem qualquer calor ou réstia de vida.

Penetrarmos na noite, bebermos a sua sabedoria e esquecer os sentimentos de morte que nos invadem sem piedade.

Tentamos abrir a mente e o espírito e tentar alcançar ajuda, derramar as nossas lágrimas e perpetuar a nossa inconsciência, levantar os olhos e olhar o horizonte, procurar a esperança.

Não nos esquecermos de quem somos e pensarmos que a morte não é solução, que a vida é tão preciosa para ser desperdiçada por razões egocêntricas, por cobardia e insensatez .

Para quê querer morrer?

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

ódio

Sentimento repugnável e insensato.

Porque não me sais da cabeça? Porque aprofundaste as tuas raízes no meu coração? Deixa-me, não me aflijas mais. Porque é que te odeio? Porquê???

Então lembrei-me...daquela noite, que nunca poderei esquecer, aquela em que o meu mundo desabou sobre tudo o que eu acreditava.

Recordei-me do passado, aquele que devia estar enterrado no profundo do meu subconsciente.

Lembro-me, a noite estava fria, as brumas passeavam, iluminadas pela luz de prata que provinha da lua, abraçando-me com o seu abraço frio e apertado, como se me quisesse proteger de algo.

Eu estava feliz, ia ter com ela pela primeira vez, sem ninguém a rodear-nos, era o meu amor.

Estava quase lá, o meu coração batia desesperado de amor, os meus passos tornaram-se mais longos e ágeis.

Foi então que a ouvi, ergui os olhos e o que vi deixou-me estarrecido, ela ria-se abraçada a outro rapaz, e os seus lábios uniam-se cheios de desejo. Cerrei as minhas mãos, as minhas pernas tremiam de raiva, de ódio.

Uma lágrima correu pela minha face, fugindo dos meus olhos irados, e eu corri tapando a minha face, um homem não chora.

Cheguei a uma pequena lagoa, sem saber como tinha lá chegado, na qual a lua estava reflectida, convidando-me a sentar e a pensar.

Sentei-me e reflecti, mas o ódio entranhou-se nas raízes profundas do meu coração. Rasguei a minha camisa, arranhei todo o meu corpo, fazendo golpes profundos na minha imaculada pele, mas eu tinha de o agarrar, expulsar o ódio do meu coração, no qual entrara sem autorização.

O sangue escorria quente pelas minhas mãos, gotas de suor brotavam da minha testa e escorriam misturando-se com o meu sangue.

Na minha mente surgia a escuridão, os meus pensamentos pareciam jorros de luz que me assaltavam, então tudo ficou negro.

A luz do sol brotou, então, infiltrando-se nas brumas, e iluminou o meu corpo maltratado e abandonado, esvaído e desprovido de sangue, a minha respiração cada vez mais ofegante, então senti alguém perto de mim, começou a falar com alguém que não conhecia, se calar até era comigo.

Oiço ao longe uma sirene e pegam-me.

O ódio pelas pessoas voltou, eu tentei mexer-me, mas não tenho forças.

Sabia que tudo estava perdido, mesmo que não morresse fisicamente, estava já morto no meu âmago.

Sobrevivi, passei muito tempo só no meu quarto, fechado.

Comecei a sarar as feridas profundas, mas o ódio, esse continua impregnado nas raízes do meu coração.

A paixão


Certa noite ao caminhar, por entre numa floresta de encantos, ouvi uma voz, um sussurro leve como o ar, que se infiltrava na noite escura, que passeava através da bruma prateada, por causa da luz da lua, fluída como as aguas de um rio passeando no seu percurso.

Ergui os meus olhos e vi-te, vi-te sublime e majestosa. Um brilho perpassou-me o meu olhar, o coração começou a bater, o sangue a correr velozmente nas minhas veias...

Apaixonei-me....por ti....Amo-te